28/02/2008

Não sou boa de títulos...

Ontem, 27 de fevereiro, acordei com um descontentamento. Quem me conhece bem pensará que nada de novo há nesse fato. Mas era um descontentamento diferente. Ele tinha vontade de ser passageiro. Chegou dizendo, me espanta.

Eu tinha muito o que fazer, situações desconfortáveis para resolver. E os bons conhecedores de Paula, já citados, vão sorrir, sabedores do quanto minhas situações desagradáveis podem ser espinhosas.

Na saída, pensei no que poderia aliviar meu espírito... uma leitura para os longos minutos no metrô.

Simples assim, entrei numa livraria, exatamente entre minha casa e a estação de metrô. Uma das várias livrarias que posso encontrar num raio de 150 metros, talvez, da minha casa.

Escolha do dia. La Peste de Albert Camus. 5.30 euros, mas poderia ter sido menos. Porém, fui grande esbanjadora e escolhi uma edição mais bem acabada e com um anexo de análise da Littérature philosophique e do Réalisme critique de Camus... Ah, esses novos ricos.

Vou fazendo as pases com essa terra nesses detalhes. Faço uma continha rápida, com um salário mínimo posso ter e curar uns 200 descontentamentos. Eita, coisa boa!

24/02/2008

Nova enquete...

Finalmente ! Descobri o famoso sabotador de enquetes (que já ganhou até um post). Mas tenho que confessar que foi frustrante. Nutri, durante dias, todos aqueles sentimentos conturbados sobre minha segunda mãe, para descobrir agora que não foi ninguém mau e cruel com as intenções nefastas atribuídas por mim.

Foi uma pessoa muito querida, a grande MSilvia. Me disse, singelamente, "adoro a enquete, voto que sou sua mãe, acho que é o papel mais próximo" e depois "é como na FUVEST, vou por eliminação." Pronto, está explicado !

De algum modo, fico muito feliz. Ela não se via como meu marido !

Somado a isso, houve a reclamação do Pedro, que se sentia excluído. Mas eu não podia imaginar que teria tantos leitores, já são mais de 5 (Maridão, Dona Mamãe, Patrícia, Helena, Pedro... espero que a Vania apareça também, MSilvia)
Farei, então, uma enquete customizada... heheheh.

20/02/2008

Achei !

Foi feita uma tradução de um deles no Brasil...

"A gloria de meu pai"
Pontes (Sao Paulo) - coleçao autores franceses - 1994
ISBN: 85-7113-089-2

Infelizmente, é o único... serei obrigada a traduzir os outros... hehehhe

Marcel Pagnol

Tudo que achei na internet sobre ele, em português, foi um pequeno "Marcel Pagnol (28 de fevereiro de 1895, em Aubagne, França - 18 de abril de 1974, em Paris, França) foi um escritor, dramaturgo e cineasta francês".

Seguido de algumas citações, sempre irritantes, que fazem todo grande escritor parecer um palestrante pilantra da área de auto-ajuda, que fala "seje" e "teje".

Não sei se foi traduzido, estou procurando e espero mesmo encontrar, para poder indicar para todo mundo que eu conheço. Nesses tempo de loucura é bom ter contato com a delicadeza. Foi bom para mim.

Ontem (19/02), vi uma adaptação do seu Le Château de ma mère, que faz parte dos seus Souvenirs d'enfance. Já tinha visto La Gloire de mon père. Lerei as duas obras e depois outras duas que "fecham" suas memórias...

Estou encantada e não vejo a hora de começar essa leitura. O filme foi bem fiel e narrado em off, o que deu uma amostra deliciosa da força narrativa. Me emocionei muito. Gostaria que minha mãe pudesse ler isso. Talvez traduza para ela, de um jeito bem amador e em um ano... não sei se ela merece uma "tradução paulanista", mas vou pensar no caso.

As boas histórias de família são impagáveis. A família, as amizades e os pequenos amores da infância idealizados têm a força de falar de todos nós... é universal, atemporal... é doce demais.

Me lembrou Drummond, tão grande...

Infância

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
Lia histórias de Robison Crusoé,
Comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu a
Ninar nos longes da senzala_ e nunca se esqueceu chamava para o café.
...
Minha mãe ficava sentada cosendo
Olhando para mim:
_Psiu...Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro...que fundo!

Lá longe meu pai campeava
No mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história
Era mais bonita que a de Robison Crusoé.

Na aldeia... ainda bab-ilo

Na aldeia... isso é uma música mágica... tem as palavras mais lindas que eu já disse e uma ternura que não se usa mais, infelizmente.

No Bab-ilo... Fotografia

Olha eu cantando pro meu marido aí... como é bom cantar isso para ele! Ele fica com aquela carinha linda, aquele olhão enorme para mim... eu tremo, encosto nele e largo o gogó ! Ah, homem fantástico esse meu maridão, não há o que eu não possa... Obrigado, meu Sylvain - Cecílio... heheheh


19/02/2008

Into the Wild (Na Natureza Selvagem)

Tenho visto muitos filmes, pelo menos um por dia. Mesmo quando o dia está cheio dou um jeitinho e coloco antes de dormir. Mas percebi que muito rapidamente os esqueço. Depois leio uma crítica em algum lugar e não sei se concordo ou discordo... é bastante chato isso.

Eu não tenho saco, conhecimento e muito menos talento para escrever críticas de cinema. Mas quero ter esse registro em algum lugar, então vou mandar bala aqui mesmo. Coisa simples... título, ano, diretor... comentário e uma notinha. Quem sabe começo a driblar esse Alzheimer.

O primeiro (vi ontem)... do qual tá todo mundo falando, principalmente porque vai estrear no Brasil, é o Into the Wild (Na Natureza Selvagem), de 2007. Com direção e roteiro do Sean Penn.

Para começar, é um filme de verdade... não é uma palhaçada. Baseado numa história real... você pode ler a sinopse em qualquer site especializado melhor do que o meu... como aqui.

A história me irritou bastante em muitas passagens, me angustiou em outras, mas foi uma experiência interessante. Saldo, o filme é bem feito, mas o cara era um grande babaca...

Vou dar uma notinha 6 pra ele... então fica CINEMA DE VERDADE, 6.

Passeio de sábado de manhã

Não sou muito fã de passeios turísticos em Paris. Mas há algumas coisas que sempre serão um grande prazer... estar com gente agradável e ver a torre... Vou colocar algumas fotos do passeio que eu e Sylvain fizemos com a Vania e o Pedro... dia lindo, mas frio demais!

Nunca tinha visto uma foto mais bonita da torre... e foi eu qui feiz... hehehhe

Tudo ia bem quando começou a dar merda...


Ai, não! Essa não...
Essa:
Para ter essa visão da torre...






O marginal do Pedro atirou-se ao solo no meio da multidão sem nenhuma vergonha... eu escrevo e PROVO:


E naturalmente foi preso porque esse é um país sério! Mentira, nós subornamos os guardinhas da torre, ficou tudo bem... ele só levou uns tapas mesmo. Chega d'escrever bobagem!

Olha o Casal 20 aí...








bjs

12/02/2008

O grande encontro...

Esse era o encontro que estava faltando... para acabar com o restinho de estômago que eu ainda tenho.



Sarko e Lula juntos nessa terça.
Quando o mentecapto foi eleito - bom, como "o mentecapto" é um termo que cabe muito bem para os dois, vou usar um elemento de diferenciação... trato do nosso mentecapto agora, o nacional. Então, quando esse foi eleito, me lembro de ter dito a minha mãe que se eu tivesse como deixar o Brasil durante seu mandato, eu o faria. Que vergonha eu sentia desse presidente ! Depois foi só piorando, todo mundo conhece essa história, não precisamos dos detalhes da vergonha.
Alguns anos se passaram (seu primeiro mandato) e deixei o Brasil, poucos meses antes do povo aprovar essa aberração, dando-lhe mais 4 aninhos. Estava em Paris e soube pelo rádio. Momento triste, muito triste. Mas de algum modo eu me sentia livre.
O fato de não ter uma inserção política imediata por aqui foi excelente. Me deu um tempo para respirar e recuperar o coração e o estômago...
Jacques Chirac era um velhinho simpático.. depois eu soube que tinha mutreta do tempo que ele foi prefeito de Paris, seria investigado quando deixasse a presidência...
Veio a eleição francesa e eu ainda nao tinha muita opinião, estava realmente difícil saber quem seria menos insuportável entre Ségolène e Nicolas...
O mentecapto - talvez seja melhor mentecaptô - foi eleito e não precisou nem de um ano para mostrar o grande imbecil que é e, por consequência, começar a me causar dores de estômago.
Então eu vejo esses dois juntos e tenho tudo de pior que eu deixei, e tudo de pior que encontrei.
Talvez esses dois sejam um bom exemplo do processo de "idiotização" acelerado do mundo. Mas esse é um outro assunto...
O assunto desse post também não existe, era só uma necessidade de dizer coisas feias sobre essas duas grandes e diferentes (ou não) bestas. Deixa pra lá...

Depois da anti-ajuda, a anti-bola !

9/2/08 Parc des Princes (Paris Saint-Germain 0 x 0 Le Mans)

Questão rápida:


Qual é o único lugar do planeta no qual é possível ouvir, na fila de entrada de um jogo de futebol, a seguinte frase... "Nós vivemos, hoje, numa sociedade altamente militarizada" (seguida de uma pseudo-reflexão sociológica).

Ici c'est Paris, justamente.

Sabotadores de enquete !

Faz um mês que não posto nada, ache tão genial meu post de anti-ajuda que estava esperando uma inspiração semelhante... mas ela não veio... heheheheh. Nada de grave, vou continuar escrevendo para ninguém.

Mas o assunto aqui é o mau elemento que sabotou minha enquete !

Não sei, até agora, quem foi. Mas gostaria de dizer que votar assim, se fazendo passar pela minha mãe, foi de muito mau gosto. Explico o porquê:

"Uma vez, quando eu era bem petena" eu achei que era adotada e passei alguns anos fazendo minha mãe me contar - diariamente - a história do meu nascimento, com todos os detalhes, para garantir que eu era realmente sua filha.... Ela finalmente me convenceu ! Passei esses anos feliz e segura.

Agora vem esse (ou essa) anormal e me faz reviver aqueles tempos de insegurança... Muito feio isso!

Isso sem falar que acabou com o meu vitimismo, eu estava adorando a idéia de não ter mais do que dois leitores, tentando mostrar que mesmo assim, sendo abandonada, eu ainda podia mater o bom humor...

Resultado: destruiu minha brincadeira, plantou, ou reviveu, uma dúvida antiga e muito perturbadora... e nem mostrou a cara!!!!!

18/01/2008

Em breve, nas melhores livrarias!

Quantas vezes nos sentimos impotentes diante da vida, como se nossas forças estivessem se esgotando e todas as portas se fechando sistematicamente.

Nessas horas, a palavra-chave é, como em muitos outros momentos, ATITUDE. Renovar,reciclar, criar um novo PADRÃO.

Cansado dos antigos padrões?

Você, que como muitos, num momento de fraqueza, tentou sair da vida pela saída de emergência, mas desistiu no último momento, ou foi ajudado na hora exata.

Esse não seria um bom momento para mudar de atitude... Para refletir sobre o que está dando errado?

O inovador Guia Suicida, faça acontecer! propõe uma método inovador e prático para os mais fracos de espírito, com dificuldade de concretizar os projetos mais simples como o de livrar-se de si mesmo.

O erro pode ser encontrado no primeiro capítulo, através de um questionamento que evoca os 3 P's primordiais:

POSITIVO - Você tinha, naquele momento, uma atitude realmente positiva?
PRÓ-ATIVO - Você foi pró-ativo ou reativo? Esperou acontecer ou tomou as rédeas do seu fim de vida?
POTIVADO - Você estava suficientemente potivado para isso?

Após esse exercício de reflexão e renovação, o segundo e último capítulo, "Ferramentas para o sucesso" garante a boa conclusão do seu projeto.
Suicida, faça acontecer! O seu melhor projeto de longo prazo.

O desafio do ridículo (Claude François)

Sempre gostei de pessoas que desafiam o ridículo com seus corpos. Gostava mesmo de fazer isso sozinha em casa... Desenvolver algum movimento desarticulado e bobo e mostrar para minha mãe. Ríamos muito.

Mais tarde, como toda mãe gosta de fazer, ela contava essa história, me fazendo passar por desajustada, mas tudo bem. Apesar disso, não guardo traumas e continuo admirando essa rara habilidade...

Eu encontrei um mestre, Claude François. Não vou escrever muito, melhor mostrar:
Nos anos 60




Vai ficar pior...




Depois disso, você imagina "essa coisa estranha desapareceu junto com a década", mas não.

A segunda grande habilidade de Claude François foi se redefinir junto com o Pop, ou o brega, chame como quiser...

E olha ele lá, sendo bizarro nos anos 70:



Para completar, seu terceiro grande feito...

Em 11 de março de 1978, aos 39 anos, ele conseguiu fazer o que poucos, realmente poucos conseguem. Morreu eletrocutado após a brilhante idéia de trocar uma lâmpada enquanto tomava um banho de banheira! Merce ou não receber um Darwin Award?(http://darwinawards.com/darwin/)

Para quem gostou, vou terminar com esse tributo, uma compilação magnífica do ridículo...

14/01/2008

Burrico



Só para completar... achei o burrico! O ângulo não favorece muito, mas ele tá aí...

A pata


Isso não tem nenhuma relevância, mas eu adorei essa patinha sem pata que encontrei no parque Montsouris, sábado (12/01).

Recebemos Pedro Camilo (http://blogpedrocamilo.blogspot.com/) esse final de semana e fomos fazer um passeio por Paris. Ele não queria visitar pontos muito turísticos, por já ter feito isso algumas vezes. Então demos uma olhada na Cité Universitaire, depois parque Montsouris, depois pagamos 1 euro para sentar num café e descansar um pouco. Ônibus para a Mesquita (comer doce e tomar chá), Jardin des Plantes... Tudo isso com um frio danado. Mas o dia estava bonito. Foi bom.
Faz parte do meu projeto de parar de detestar Paris. Está dando certo.
No domingo, antes que ele pegasse o trem, fizemos a coisa que mais me encanta nessa cidade. Fomos ao Bab-ilo. Bar que eu adoro. Ambiente maravilhoso, gente inteligente, boa música, muito riso... Jam session de música brasileira todo domingo. Boa música brasileira. Bom demais! Espero que ele tenha gostado também.
Depois fiz uma m... aqui no computador e apaguei as fotos que tiramos, ainda bem que recuperei a patinha.
O Pedro não quis pagar 7 euros para conhecer o Zoológico de Paris, que fica dentro do Jardin des Plantes. Não se sentiu motivado pela atração principal do Zoo, um lindo burrico. Não entendi. Eu não consigo tirar a foto do burrico do meu celular... infelizmente. Ela concorreria aqui com a da patinha.
Chega. O Pedro tem vocação para Victor Hugo, escreve textos enormes, vou esperar seu post para mais detalhes. Por enquanto fico olhando a patinha, que vai entrar para a lista das coisas que eu mais gosto por aqui, junto com o burrico, o Jaques Brel e o Bab-ilo... olha minha lista aumentando!

10/01/2008

Férias e filmes ruins...

Estou de férias. Não tenho saído muito de casa. Faz um frio chato lá fora e não podemos mais fumar nos cafés.

Em condições normais, já gasto muito tempo com filmes. Agora, então...

Tudo começou por causa de um bom filme, ao menos na minha opinião. Saneamento Básico - O Filme. Simplesmente, adorei. Mas toda aquela confusão sobre o que é Ficção acabou me dando vontade de visitar um pouco a Ficção Científica.

Agora tenho que falar do meu marido. Ele tem o defeito de me agradar sempre, deve ser para me punir pelos bons tratos constantes aos quais ele é submetido diariamente. Então, eu digo: "bem que nós poderíamos ver algum filminho de ficção científica". Ele aparece com 20.

Há alguns dias estou passando por momentos indescritíveis... Vou fazer uma lista, com os filmes ruins, o tempo que eles me tomaram e o orçamento de cada um.

Comecei com um russo, Timur Bekmambeto. Nunca tinha ouvido falar... foram logo dois:

Night Watch: Nochnoi Dozor (2004). Foram 114 minutos. E a sequência, Day Watch (2006). Mais 132 minutos.

No total, 246 minutos. Mais alguns escrevendo sobre isso...

É muito ruim! Ao menos o orçamento é bem baixo, cerca de 4 milhões de dólares cada um. Pelo que andei lendo esse é um grande argumento dos admiradores do filme. Parece também que Hollywood já está de olho e logo poderemos ser brindados com essa maravilha refilmada em inglês, com um orçamento gigante que vai fazer todo mundo acreditar que presta.

Mas essa é só a minha opinião, o filme fez um baita sucesso na Russia e deixou vários fãs pelo mundo. E tem mais! Está em produção o último da trilogia, quando ficar pronto eu vou sofrer mais uns 130 minutos... porque eu gostcho! Hahaha... que piada ruim....

Tem outros, mas depois eu conto (não sei pra quem também). E vou fazer a minha tabela... pra perder mais uma hora mais ou menos.



09/01/2008

Jacques Brel

Je veux qu'on rie, je veux qu'on danse, je veux qu'on s'amuse comme des fous...

Eu estou apaixonada por Jacques Brel. Não é original, eu sei. Em especial por Le moribond.



Depois de quase um ano e meio, finalmente descubro pequenas paixões na França. Não necessariamente da França, visto que ele era belga.

É bom criar alguma identidade, parar de criticar o tempo todo cada mínima diferença que surge. É diferente, fato. Eu escolhi, fato.

A questão é que está muito difícil me identificar com a atualidade. Exemplos: esse presidente palhaço midiático, a discusão sobre a morte lenta e inevitável do partido socialista, as eleições municipais, o fim da cultura francesa publicada pela Time européia como puro sensacionalismo, a proibição do tabaco em locais públicos. Tudo isso pouco me diverte.

Esse vídeo do Jacques Brel, sim, me diverte. Mas é como acontecia no Brasil. Há algum encanto que ficou lá atrás. E agora é só dor de estômago lendo jornal e uma sensação de viver num mundo absurdo. Mas quero falar desse mundão depois... agora eu quero fazer como o moribundo...

Je veux qu'on rie
Je veux qu'on danse
Quand c'est qu'on me mettra dans le trou